Lançado junto com o Xbox One em 2013, Ryse: Son of Rome marcou a estreia da nova geração da Microsoft com gráficos impressionantes, mas acabou não recebendo a sequência que muitos jogadores esperavam. Agora, um novo relatório do IGN revelou os bastidores do projeto e explicou por que Ryse 2 nunca saiu do papel.
Segundo a publicação, o principal obstáculo foi a disputa pelos direitos da franquia entre o Xbox e a Crytek.
Crytek não quis vender a propriedade intelectual
De acordo com o relatório, o Xbox tinha interesse em continuar a franquia, mas a Crytek não estava disposta a vender a IP de Ryse. Como nenhuma das empresas cedeu durante as negociações, o projeto acabou perdendo força.
Curiosamente, a sequência nunca foi oficialmente cancelada. Em vez disso, o desenvolvimento simplesmente foi interrompido após o primeiro jogo apresentar desempenho abaixo do esperado tanto em críticas quanto em vendas.
Ryse 2 poderia abandonar a Roma Antiga
Embora o primeiro jogo fosse ambientado durante o Império Romano, a Crytek chegou a discutir cenários completamente diferentes para a sequência.
Entre as ideias consideradas estavam um jogo protagonizado por vikings ou até mesmo uma aventura ambientada no Japão Feudal. No entanto, segundo o relatório, nem todos os membros da equipe estavam convencidos de que abandonar a temática romana seria a melhor decisão.
Gameplay seria muito mais aberto
Outro grande objetivo da sequência era evoluir a estrutura do primeiro jogo. Segundo o ex-gerente de projeto de Ryse: Son of Rome, Yannick Boucher, uma das maiores críticas internas era o design extremamente linear das fases.
“Quando conversamos sobre corrigir algumas das fraquezas do jogo, mudar os níveis foi uma das primeiras coisas que surgiu. A maioria deles era basicamente um corredor reto.”
A ideia era criar uma experiência semelhante à de God of War, com mapas maiores e mais exploráveis, sem chegar a ser um mundo aberto completo.
Novas mecânicas também estavam nos planos
Além de uma campanha menos linear, a Crytek pretendia adicionar diversos recursos que acabaram ficando de fora do primeiro jogo por falta de tempo durante o desenvolvimento. Entre as funcionalidades estudadas estavam a navegação utilizando veículos, modo multiplayer PvP, combates singleplayer mais dinâmicos e expansão das mecânicas de exploração.
Vale lembrar que Ryse: Son of Rome acabou sendo lançado apenas com campanha solo e um modo cooperativo PvE ambientado no Coliseu.
Ainda existe esperança?
Apesar de o projeto nunca ter sido oficialmente cancelado, o relatório indica que o desenvolvimento foi encerrado há muitos anos e não há indícios de que a sequência esteja em produção atualmente.
Ainda assim, a revelação mostra que a Crytek tinha planos ambiciosos para transformar Ryse em uma franquia muito maior. Para muitos fãs do exclusivo do Xbox One, resta a curiosidade sobre como teria sido essa sequência, especialmente com uma estrutura mais aberta e novas ambientações que poderiam mudar completamente a identidade da série.
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