Por que o Japão foi a escolha certa para o próximo Forza Horizon?
Com a Playground Games podendo escolher qualquer lugar do mundo, selecionar o local perfeito poderia parecer um desafio – mas, com o Japão, muitos elementos já estavam presentes.
“Há muito tempo, o Japão está no topo da lista de pedidos dos fãs de Horizon, então estamos empolgados em finalmente trazer esse local tão requisitado para os jogadores em Forza Horizon 6”, explica Arceta.
“O Japão tem uma cultura tão única – dos carros, à música, à moda – que o torna perfeito para o próximo cenário de Horizon. Como em qualquer título Horizon, queremos garantir que vamos representar o país de forma autêntica e proporcionar a jogabilidade do mundo aberto característica de Horizon – e agora é o momento certo para realizar isso plenamente para os jogadores.”
O momento é oportuno, em parte, por questões práticas: agora sentimos que o lado técnico consegue acompanhar a representação correta do Japão, e os desenvolvedores da Playground também trazem uma enorme bagagem de experiência dos jogos anteriores.
“A beleza dos jogos Horizon é que cada um nos traz aprendizados e maneiras de tornar o próximo ainda maior e melhor”, diz Arceta. “Além de levarmos em conta o feedback dos jogadores, também conseguimos focar em questões mais práticas – por exemplo, a expansão Hot Wheels de Forza Horizon 5 nos ajudou a desenvolver as vias elevadas da cidade de Tóquio em FH6.”
Yamashita acrescenta que o Japão é naturalmente um lugar interessante para explorar, tornando-o uma combinação perfeita para o tipo de exploração que um jogo Horizon incentiva: “Eu amo a convivência do Japão: um santuário no bairro ao lado de uma pequena oficina e de um fliperama neon – o tradicional e o moderno no mesmo quarteirão. Há muito espaço e inspiração para serem explorados no Japão, e essa riqueza pareceu um encaixe natural para este jogo.”
Com a participação marcante de Xbox na Tokyo Game Show, acabou sendo natural anunciar o jogo hoje. “Enquanto os fãs pedem esse local há muito tempo, era importante para nós reconhecer o carinho e o respeito que temos pelo Japão e sua cultura única”, continua Arceta. “Que melhor maneira de fazer isso do que anunciar em Tóquio, no maior evento de games do Japão no ano?”
Quais locais do Japão estarão incluídos?
Os jogos Horizon realizam regularmente o feito de recriar um país inteiro como um único mapa contínuo. Nunca é uma reprodução exata do mundo real, mas sim uma mistura de locais que equilibram a diversão do jogador com a captura do espírito de sua inspiração.
O Japão, com tantos locais variados e conhecidos, oferece uma enorme paleta de possibilidades para a equipe. Embora o trailer mostre o Monte Fuji e seus arredores, de onde mais a Playground vai se inspirar?
“Embora não estejamos anunciando muitos detalhes neste momento, estamos animados para mostrar aos fãs a verdadeira amplitude da beleza – tanto dos ambientes naturais quanto urbanos – que o Japão tem a oferecer”, explica Arceta. “Das luzes de néon e dos prédios imponentes da cidade de Tóquio – um dos nossos ambientes mais detalhados e complexos até agora – à serenidade e à beleza natural das áreas rurais e montanhosas do Japão, acreditamos que os jogadores ficarão impressionados com o mundo aberto do Japão que construímos.”
“E embora não estejamos necessariamente tentando recriar o Japão e seus ambientes de forma idêntica, nosso objetivo sempre foi capturar a essência cultural única do país e apresentá-la da maneira mais Horizon possível”.
A pesquisa foi uma parte fundamental desse processo – Arceta, Yamashita e a equipe viajaram ao Japão para ajudar a captar detalhes que talvez não fossem tão evidentes ao trabalhar apenas com materiais de referência.
“A viagem ao Japão mostrou que a equipe de desenvolvimento realmente estava abordando o país com o nível certo de curiosidade e observação”, comenta Yamashita. “Durante nosso trabalho de campo em Tóquio, a maioria do grupo estava visitando pela primeira vez. Após alguns dias, alguém disse: ‘Com toda essa energia aqui, é… silencioso.’ Essa observação — caos organizado com uma calma surpreendente — me mostrou que eles não estavam apenas olhando; estavam sentindo o lugar. É o tipo de percepção que não se pode fingir, e isso influenciou conversas posteriores sobre movimento, etiqueta e som.”