Deep Dish Dungeon já está disponível para Xbox Series X|S e PC, com lançamento day-one para assinantes do Xbox Game Pass Ultimate. Desenvolvido pelo estúdio brasileiro Behold Studios, o jogo combina exploração de masmorras, criação de ferramentas, sobrevivência e culinária em uma aventura que pode ser aproveitada sozinho ou em cooperação com amigos.
Lançado nesta terça-feira, 13 de outubro, o título nasceu de uma ideia de Saulo Camarotti, diretor do projeto. Em entrevista ao Xbox Wire, o desenvolvedor contou que a inspiração surgiu enquanto explorava uma masmorra em Valheim, quando percebeu o potencial de transformar aquela experiência em um jogo próprio.
Dois anos depois, a ideia se tornou realidade. Com uma equipe de apenas duas pessoas, formada por Saulo e pela artista Carolina Baumgarten, a Behold Studios desenvolveu uma aventura que aposta na exploração e na descoberta, com elementos da cultura brasileira espalhados pelo cenário e pela culinária.
O que é Deep Dish Dungeon?
Em Deep Dish Dungeon, os jogadores assumem o papel de um explorador em busca de tesouros em uma antiga masmorra. A proposta vai além de enfrentar inimigos e melhorar atributos: o objetivo é compreender o ambiente, sobreviver aos perigos e descobrir os segredos escondidos em suas ruínas.
“Eu queria criar uma experiência sobre explorar uma masmorra como um aventureiro e não como um guerreiro”, explicou Saulo Camarotti.
Segundo o desenvolvedor, o jogo não se concentra no ciclo tradicional de combate, morte e evolução de personagem. Em vez disso, a aventura incentiva os jogadores a observar o ambiente, encontrar recursos e entender como avançar por um lugar desconhecido.
A campanha tem duração média de aproximadamente 15 horas, de acordo com Saulo, e pode ser concluída tanto individualmente quanto em partidas cooperativas online para até três jogadores.
Culinária brasileira é parte fundamental da aventura
Um dos diferenciais de Deep Dish Dungeon está no sistema de culinária. Preparar refeições não serve apenas para recuperar a saúde após um combate: os jogadores precisam comer antes de explorar a masmorra para receber vantagens que ajudam durante a jornada.
Cada categoria de ingrediente oferece benefícios específicos, como mais vida, vigor ou eficiência em combate. É nesse sistema que a Behold Studios incorporou referências à culinária brasileira.
Entre os ingredientes e pratos disponíveis estão mandioca, guaraná, feijão, pamonha, coxinha, pastel e bolo de fubá. A escolha não é apenas estética: esses elementos também influenciam a maneira como o jogador se prepara para enfrentar os desafios.

A mandioca, por exemplo, oferece vantagens para o combate corpo a corpo, enquanto o guaraná aumenta o vigor e a velocidade do personagem.
A identidade brasileira também aparece na ambientação. Embora o jogo não revele oficialmente onde a masmorra está localizada, Saulo explicou que a equipe imaginou o cenário em uma região próxima à Amazônia.
Essa referência influenciou a criação da arquitetura, dos elementos artísticos e de outros detalhes espalhados pelo mundo. A equipe também pesquisou espécies de peixes amazônicos para desenvolver conceitos visuais relacionados aos alimentos presentes na aventura.
Masmorra interconectada segue a fórmula Metroidvania
Apesar de incorporar elementos de sobrevivência, Deep Dish Dungeon não utiliza masmorras geradas proceduralmente. O cenário é fixo, e cada área, obstáculo e segredo foi planejado manualmente pela equipe.
A decisão aproxima o jogo de experiências no estilo Metroidvania, nas quais o progresso depende da descoberta de habilidades e ferramentas que permitem acessar regiões anteriormente inacessíveis.
Ao explorar o ambiente, os jogadores encontram recursos para fabricar equipamentos e abrir novos caminhos. Um martelo, por exemplo, permite destruir portas de ferro que bloqueiam determinadas áreas. Já um gancho possibilita alcançar locais elevados, revelando passagens secretas e novas partes da masmorra.
Essa estrutura incentiva o retorno a regiões já visitadas, agora com os recursos necessários para avançar. Em vez de depender de mapas aleatórios, a experiência recompensa a curiosidade e a compreensão do espaço.
Primeiro jogo da Behold Studios no Xbox Game Pass
Conhecida por jogos independentes como Knights of Pen & Paper e Chroma Squad, a Behold Studios vê Deep Dish Dungeon como parte de uma nova fase, com projetos de escopo mais controlado e desenvolvimento concentrado.
O título foi produzido em apenas dois anos por Saulo Camarotti, responsável pela direção, programação e design de jogo, e Carolina Baumgarten, que cuidou da arte.
A chegada ao Xbox Game Pass também representa uma oportunidade importante para o estúdio brasileiro, especialmente por ampliar o alcance de uma experiência construída em torno da cooperação.
Saulo destacou que a visibilidade proporcionada pelo serviço pode ajudar a formar uma comunidade ativa de jogadores. Como o jogo oferece multiplayer e cross-play entre Xbox e Steam, assinantes podem se aventurar com amigos mesmo que eles estejam em plataformas diferentes.
“É muito bom ter essa parceria, e um privilégio pra um desenvolvedor brasileiro estar no Game Pass, e ter esse lugar de destaque”, afirmou o diretor.
Deep Dish Dungeon está disponível no Xbox
Além do Xbox Series X|S e do PC, Deep Dish Dungeon conta com suporte ao Xbox Play Anywhere e cross-play entre consoles Xbox e Steam. O jogo também oferece interface e legendas em português brasileiro.
Com sua mistura de exploração no estilo Metroidvania, cooperação e referências à cultura brasileira, Deep Dish Dungeon marca a estreia da Behold Studios no catálogo do Game Pass e representa mais um lançamento nacional no serviço.
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